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16/08/2021

Sem propostas que contemplem a categoria, sindicato patronal obriga jornalistas ao dissídio
 
 
Por falta de propostas que reponham as perdas salariais e valorizam os profissionais da Comunicação, o Sindijor comunicou na reunião realizada nesta segunda, 26, com participação do Sinertej (Sindicato das Empresas de Rádio, Televisão e Jornais do Estado de Sergipe) e mediada pelo Ministério do Trabalho, que a categoria irá para o dissídio coletivo. 
 
A reunião de hoje foi a quarta entre o Sindijor e o sindicato patronal e em nenhuma delas o representante do setor patronal da Comunicação em Sergipe apresentou alguma proposta que contemple a categoria. O "máximo" que conseguiram apresentar foi  1,3% de revisão em agosto, 1,2% em novembro, limitação dos triênios para cinco (pela atual convenção não há limitação) e sem pagamento de retroativo. 
 
Os jornalistas têm atualmente perdas salariais de 7,5% (referentes aos índices inflacionários dos anos de 2019 e 2020). Isso sem contar que o piso do jornalista em Sergipe segue como sendo um dos mais baixos do país. Atualmente o piso dos jornalistas em terras sergipanas é de R$1.912,68 pela jornada de 5h. 
 
Na assembleia realizada dia 22, os jornalistas apresentaram como contraproposta reajuste de 10% e a limitação dos triênios em 10 para os novos contratos. 
 
"A falta de vontade de empreender uma política de valorização dos profissionais da Comunicação tem sido a tônica do sindicato patronal nas últimas décadas. Além de quase não respeitar a data base da categoria, só querem nos tirar direitos e não oferecem nada em contra partida", afirmou o presidente do Sindijor/SE, Milton Alves Jr.
 
O dirigente lembra que antes de 2019 até ocorreram reajustes (que variaram entre 1% e 2%), mas a custo de muita pressão e quase sempre fora da data base que é o mês de maio. Com a pandemia o exercício do jornalismo foi considerado essencial, mas, pelo visto, para o sindicato patronal, os jornalistas não têm o direito de ter remunerações melhores.
 
"Estamos expostos à Covid-19 e não deixamos de cumprir o nosso trabalho em momentos tão difíceis, fizemos o nosso papel social, mas também geramos lucros para os veículos de comunicação. O mínimo que poderíamos esperar é ter esse esforço recompensado", finaliza o dirigente.
 
Os documentos estão sendo preparados e até o final da semana o sindicato dará entrada, no Ministério do Trabalho, ao pedido de dissídio.

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