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20/12/2021

Participe da Campanha pela valorização dos Jornalistas do Nordeste
Por Iracema Corso - CUT/SE
 
“Vivemos momentos muito difíceis com o enfraquecimento das redações. Esta união de forças é importante e vamos à luta”, afirmou o vice-presidente do SINJOPE/Pernambuco, Chico Carlos, na Live de Lançamento da Campanha Salarial Unificada dos Jornalistas do Nordeste, na noite da última quarta-feira, 15/12, no canal do Youtube da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
 
O encontro online também reuniu os jornalistas e dirigentes sindicais Rafael Mesquita (SINDIJORCE/Ceará), Moacyr Neves (SINDIJOBA/BA), Pedro Roberto (SINDIJORNAL/Alagoas), Land Seixa (SINDIJOR/Paraíba) e Maria José Braga, presidenta da FENAJ.
 
Antes da Live, a quarta-feira, desde as primeiras horas, foi de luta. O Dia de Luta dos Jornalistas do Nordeste começou com mobilização nas redes sociais com a manifestação pessoal de vários colegas de profissão destacando que ‘o jornalismo profissional é essencial’ e reforçando a necessidade de lutar por valorização dos jornalistas do Nordeste.
 
O presidente do (Sindicato dos Jornalistas de Sergipe) SINDIJOR/Sergipe, Milton Alves Júnior, aproveitou a data de lançamento da Campanha Salarial Unificada dos Jornalistas do Nordeste para refletir sobre a realidade da luta por valorização dos jornalistas de Sergipe.
 
“Não há perspectiva de bom relacionamento com setor patronal, no que se refere à luta por direitos dos trabalhadores. Nos últimos 2 anos, alegando problemas financeiros por causa da Covid, o setor patronal em Sergipe propôs reajuste zero e retirada de direitos dos trabalhadores. É uma luta difícil. Por isso nos reunimos para lutar e fortalecer nossas bases para que tenhamos um diálogo melhor. No mínimo a base do INPC deve ser mantida. Para isso, precisamos de uma luta conjunta, com o apoio da FENAJ e CUT. Estaremos unidos contra os prejuízos provocados pelo setor patronal e para fortalecer nossa luta em 2022”, afirmou Milton.
 
 
Campanha Salarial Unificada dos Jornalistas do Nordeste
 
Para a presidenta da FENAJ, Maria José Braga, os jornalistas do Nordeste deram um grande passo com o lançamento da Campanha Salarial Unificada. "Os jornalistas precisam estar inseridos neste contesto de luta da classe trabalhadora, mesmo sendo trabalhadores intelectuais, continuamos sendo trabalhadores e, para avançarmos enquanto trabalhadores, precisamos estar juntos", frisou Maria José.
 
A presidenta da FENAJ observou que o Encontro Regional dos Jornalistas levantou questões locais importantes e ressaltou que a luta precisa ser ampliada. "Não é fácil sentar em frente dos representantes dos patrões que estão ali para achatar salários e garantir o aumento do lucro do patrão. Costumo dizer que cada jornalista deveria acompanhar pelo menos uma negociação salarial na vida para valorizar o seu sindicato e entender que cada centavo e cada conquista é adquirida com muito suor das pessoas que estão ali. Os dirigentes sindicais não podem garantir conquistas se não tiverem o engajamento da categoria. Por isso é importante que os jornalistas participem da luta, isso é o que aumenta a força de um sindicato", afirmou Maria José.
 
A presidenta da FENAJ citou o exemplo recente dos jornalistas da EBC: "fizeram uma greve longa e forçaram a empresa, comandada por bolsonaristas, a conceder aumentos, terminar com assédios morais e garantir reajuste. A partir da união, podemos dizer que tivemos uma greve vitoriosa. A greve continua, mas em outras condições de negociação".
 
Outro exemplo foram os jornalistas da área de impresso do estado de São Paulo. "Com paralisações pontuais, mostraram para os patrões que os trabalhadores da comunicação não iriam mais aceitar serem tratados como trabalhador dispensável, com rebaixamento tão grande de salário. Assim conquistaram o reajuste integral da inflação. Isso mostra que só a luta muda a vida. E precisamos fazer com que toda a categoria seja apoiadora da luta sindical", explicou Maria José.
 
Assim como o mote da campanha 'jornalismo é essencial' e pela sua importância para a democracia do Brasil, o jornalista não pode ter vergonha de exigir um salário digno e condições dignas de trabalho.
 
 

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